Notícias

Banca de DEFESA: ANA RAQUEL SILVA REGINALDO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA RAQUEL SILVA REGINALDO
DATA: 27/04/2026
HORA: 16:30
LOCAL: Auditório do Campus da Liberdade
TÍTULO:

AFROAFETO COMO PRÁTICA DE PERMANÊNCIA: TRAJETÓRIAS DE MULHERES NEGRAS NA UNILAB/CE


PALAVRAS-CHAVES:

Mulheres Negras; universidade; Trajetórias; Afroafeto; Interseccionalidade


PÁGINAS: 139
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO:

O Brasil é um país marcado pela diáspora africana, e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB) constitui-se como expressão institucional desse processo histórico. Criada em 2010, a universidade tem como missão a cooperação internacional com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste, estando situada em municípios do interior do Brasil, entre eles Redenção e Acarape, no estado do Ceará. Nesse contexto, esta pesquisa analisa as experiências de mulheres negras estudantes na UNILAB/CE, a partir de suas trajetórias acadêmicas e das redes de afroafeto construídas no cotidiano universitário, considerando tanto discentes nacionais quanto internacionais, dos cursos de graduação e pós-graduação vinculados ao Instituto de Humanidades. O estudo fundamenta-se teoricamente no conceito de afroafeto, desenvolvido por Marta Quintiliano (2019), bem como nos aportes do feminismo negro e da interseccionalidade, a partir de autoras como bell hooks (2021), Patrícia Hill Collins e Sirma Bilge (2021), Kimberlé Crenshaw (2002) e Carla Akotirene (2023). Articula-se ainda com a perspectiva decolonial, mobilizando as noções de colonialidade do poder (Aníbal Quijano), a fim de compreender as dinâmicas de raça, gênero, nacionalidade e território no contexto universitário. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, com ênfase na pesquisa narrativa, utilizando como técnicas metodológicas entrevistas e observação etnográfica. As categorias analíticas centrais são a interseccionalidade (Crenshaw, 2002; Collins; Bilge, 2021; Akotirene, 2023) e a intrasseccionalidade (Raquel Lima, 2022), compreendidas como fundamentais para apreender a diversidade e as múltiplas configurações das experiências vividas por mulheres negras em um contexto atravessado pela diáspora, pela migração e pela colonialidade. Os resultados evidenciam que o afroafeto se configura como uma prática política de resistência, pertencimento e cuidado, desempenhando papel central na permanência acadêmica e na construção de redes de apoio entre mulheres negras na UNILAB. Nesse sentido, o trabalho aponta o afroafeto como uma epistemologia situada e estratégia de (re)existência, contribuindo para o campo dos estudos sobre mulheres negras no ensino superior a partir de uma perspectiva feminista negra e afrodiaspórica.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1900718 - LARISSA OLIVEIRA E GABARRA
Presidente - 2402085 - NATALIA CABANILLAS
Externo à Instituição - PAOLA MARÍA MARUGÁN RICART - NENHUMA
Notícia cadastrada em: 24/04/2026 10:33
SIGAA | Diretoria de Tecnologia da Informação - - | Copyright © 2006-2026 - UNILAB - sigaa4.sigaa4