Estudo observacional, descritivo e transversal com abordagem mista quantitativa e qualitativa, objetivando analisar o perfil da automedicação na população do Maciço de Baturité, Ceará. A automedicação configura problema de saúde pública emergente, com riscos como reações adversas, resistência antimicrobiana, mascaramento de doenças e sobrecarga dos serviços de saúde. Na região, características como dificuldade de acesso aos serviços, barreiras geográficas, baixa renda, tradição cultural do uso de plantas medicinais e condições de trabalho rural intensificam essa prática. Serão incluídos 430 residentes de 13 municípios, recrutados por conveniência em áreas urbanas e rurais, com aplicação de 380 questionários estruturados sobre frequência, medicamentos utilizados (analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos, fitoterápicos) e fontes de informação, além de 50 entrevistas semiestruturadas abordando motivações, percepções de risco e barreiras ao atendimento médico. A coleta ocorrerá em abril de 2026, em parceria com secretarias municipais de saúde e agentes comunitários. Os dados quantitativos serão analisados por estatística descritiva e testes de associação, e os qualitativos por análise temática de conteúdo. Espera-se prevalência superior a 60% de automedicação, com predomínio de analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares e antibióticos, motivada por dificuldades de acesso, tradição cultural e recomendações interpessoais, além de subestimação dos riscos. Os resultados subsidiarão intervenções educativas culturalmente adaptadas, capacitação de profissionais da atenção básica e campanhas de conscientização para promoção do uso racional de medicamentos e fortalecimento do SUS na região.
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