Este projeto de extensão propõe uma abordagem educativa, estética e política sobre tranças, turbantes e manifestações das culturas africanas e afro-brasileiras, compreendidas como resistência, pertencimento e identidade. Serão promovidas oficinas, rodas de conversa e vivências que articulem saberes tradicionais e acadêmicos, alcançando escolas públicas, comunidades periféricas e a universidade. O objetivo é valorizar conhecimentos ancestrais, reconhecer práticas estéticas negras e evidenciar seu papel no combate ao racismo. Ancorado em estudos decoloniais e epistemologias negras, o projeto reafirma a universidade como espaço de diálogo com territórios e saberes do Sul. Segundo Artemisa Odila Candé Monteiro (2008), o corpo negro é território simbólico, político e histórico, e o cabelo crespo constitui identidade, ancestralidade e resistência. Trançar, torcer, modelar, cobrir com turbantes ou deixar crescer livre são atos que denunciam, celebram e ensinam caminhos de pertença. Em 2026, o Projeto Vozes dÁfrica completa 10 anos, consolidando-se como referência em expressões culturais, artísticas e políticas de matriz africana na Unilab. O projeto aprofunda a estética negra, valorizando cabelos, turbantes e adornos como memória e identidade, reafirmando o compromisso com currículo decolonial e antirracista.A estética negra constitui linguagem, filosofia e política, enfrentando violências simbólicas e produzindo beleza como autocuidado e coletividade.
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